
Entenda o que é agravo no plano de saúde, como funciona o valor adicional e a diferença para a Cobertura Parcial Temporária.

O agravo é um valor adicional temporário incluído na mensalidade como alternativa à Cobertura Parcial Temporária, conhecida como CPT.
Quando o beneficiário informa uma doença ou lesão preexistente na Declaração de Saúde, a operadora pode conceder cobertura total ou aplicar CPT.
Nesse processo, ela também pode oferecer o agravo como alternativa.
Ao aceitar o agravo, o beneficiário paga uma mensalidade maior e passa a ter cobertura para os procedimentos relacionados à condição declarada após cumprir as carências contratuais.
A operadora não é obrigada a oferecer essa alternativa, pois sua concessão depende de negociação entre as partes.
*Valores referenciais para planos de entrada e sujeitos a variações conforme idade, região, rede credenciada e modalidade de contratação.

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O agravo pode ser oferecido quando o beneficiário declara possuir uma doença ou lesão preexistente no momento da contratação ou adesão.
São consideradas preexistentes as condições que a pessoa já sabe que possui naquele momento, como uma doença diagnosticada, uma lesão conhecida ou a existência de prótese, pino, marcapasso ou outro material implantado.
A operadora pode:
oferecer cobertura total;
aplicar Cobertura Parcial Temporária;
oferecer agravo como alternativa à CPT.
A oferta deve ocorrer durante o processo de contratação, depois da identificação da condição na Declaração de Saúde ou na Entrevista Qualificada.
Quer entender se um plano com franquia realmente vale a pena para seu perfil? Compare opções individuais, familiares, empresariais, PME, MEI e por adesão considerando mensalidade, rede, cobertura, coparticipação, franquia e frequência de uso.
Não.
Se a operadora não conceder cobertura total para a doença ou lesão declarada, ela deve oferecer a Cobertura Parcial Temporária.
O agravo, por outro lado, é uma alternativa facultativa e depende de negociação entre a operadora e o consumidor.
A operadora não é obrigada a oferecer agravo.
Ela pode disponibilizá-lo como alternativa à CPT, mas precisa obrigatoriamente oferecer a Cobertura Parcial Temporária quando não conceder cobertura total.
O funcionamento pode ser resumido em quatro etapas:
O beneficiário informa as doenças ou lesões que sabe possuir.
A empresa avalia a condição declarada e define as possibilidades de contratação.
A operadora informa o valor adicional, o prazo e as condições de cobertura.
O consumidor analisa se prefere:
Ao aceitar o agravo, o beneficiário passa a ter cobertura total para a doença ou lesão preexistente declarada depois do cumprimento das carências previstas no contrato.
Isso pode incluir, conforme a segmentação e as demais regras do plano:
procedimentos de alta complexidade;
leitos de alta tecnologia;
tratamentos relacionados à condição;
procedimentos previstos no Rol da ANS.
O agravo não elimina:
carências contratuais;
necessidade de autorização;
Diretrizes de Utilização;
uso da rede credenciada;
regras de segmentação;
limites contratuais legítimos.
Não.
O agravo substitui a limitação específica da Cobertura Parcial Temporária, mas não elimina automaticamente as carências normais do contrato.
Mesmo pagando o adicional, o beneficiário pode precisar cumprir:
24 horas para urgência e emergência;
até 180 dias para determinados procedimentos;
até 300 dias para parto a termo;
outros prazos previstos dentro dos limites regulamentares.
A própria ANS esclarece que a cobertura relacionada à condição declarada ocorre após o cumprimento das carências contratuais.
O beneficiário paga um valor adicional na mensalidade e pode utilizar as coberturas relacionadas à doença preexistente após cumprir as carências.
O beneficiário mantém a mensalidade normal, mas pode ficar até 24 meses sem cobertura para:
Não.
É um acréscimo temporário relacionado a uma doença ou lesão preexistente declarada.
É a atualização periódica da mensalidade do plano, que pode ocorrer por:
reajuste anual;
mudança de faixa etária;
regras dos contratos coletivos;
variação de custos assistenciais.
O agravo não substitui os reajustes normais.
Durante sua vigência, a mensalidade pode ser composta por:
Mensalidade do plano + valor do agravo + eventual reajuste aplicável
Não.
A coparticipação é uma cobrança relacionada à utilização do plano, como consultas, exames ou terapias.
O agravo é um valor adicional periódico ligado à cobertura de uma doença ou lesão preexistente.
A regulamentação não estabelece um valor único para todos os consumidores.
O preço pode variar conforme:
doença ou lesão declarada;
idade;
procedimentos potencialmente relacionados;
risco assistencial;
duração do adicional;
produto;
segmentação;
negociação entre as partes.
Por isso, duas pessoas podem receber propostas diferentes.
Valor da mensalidade sem agravo
Valor mensal do agravo
Valor total da mensalidade
Prazo de cobrança
Data de início
Data de término
Coberturas relacionadas
Condições de encerramento
O processo de contratação pode envolver Declaração de Saúde e Entrevista Qualificada, conforme as regras aplicáveis.
A operadora não deve transferir ao consumidor a responsabilidade de descobrir condições desconhecidas apenas para preencher o formulário.
A referência é o conhecimento existente no momento da contratação.
Quando houver solicitação de informações ou documentos complementares, peça que a operadora esclareça:
qual informação é necessária;
por que ela foi solicitada;
como será utilizada;
qual é o canal seguro para envio.
O prazo deve ser informado na proposta negociada com a operadora.
Como o agravo funciona como alternativa à CPT, ele é temporário e deve ter duração claramente definida.
A CPT, por sua vez, pode durar no máximo 24 meses contados da contratação ou adesão.
Antes de contratar, confirme:
número de mensalidades;
data final;
forma de retirada do adicional;
valor após o encerramento;
possibilidade de término antecipado.
O documento deve estabelecer a data ou condição de encerramento da cobrança.
Ao chegar ao fim do prazo, o adicional não deve continuar sendo cobrado sem base contratual.
É recomendável:
guardar a proposta;
registrar o início da cobrança;
conferir a data de término;
verificar as faturas;
solicitar protocolo caso o valor continue sendo cobrado.
O componente referente ao agravo deve deixar de ser cobrado no término do período negociado.
Entretanto, a mensalidade-base pode ter recebido reajustes durante esse intervalo.
Assim, o valor após o término não será necessariamente igual ao preço inicial do plano.
Mensalidade inicial: R$ 500
Agravo mensal: R$ 200
Total inicial: R$ 700
Após reajuste da mensalidade-base: R$ 550
Término do agravo: - R$ 200
Nova mensalidade: R$ 550
O exemplo é apenas explicativo e não representa preços reais.
A forma de atualização precisa estar clara na proposta e no contrato.
Antes da assinatura, pergunte:
o valor do agravo é fixo?
possui índice próprio?
pode mudar por faixa etária?
qual será o valor final estimado?
Não aceite apenas informações verbais.
Solicite as condições por escrito.
Não existe uma resposta única.
existe previsão de cirurgia;
há necessidade de procedimento de alta complexidade;
pode ser necessária internação em UTI;
o beneficiário não pode aguardar o término da CPT;
o valor adicional cabe no orçamento;
a cobertura imediata é importante.
a condição está controlada;
não existe procedimento complexo previsto;
o valor do agravo é elevado;
o beneficiário consegue aguardar o prazo;
Valor mensal do agravo × quantidade de meses
Compare esse resultado com:
Considere um agravo hipotético de R$ 250 durante 24 meses:
R$ 250 × 24 = R$ 6.000
Ao escolher o agravo, o beneficiário pagaria R$ 6.000 adicionais durante o período.
Essa comparação deve considerar se existe possibilidade real de precisar de:
exame de alta complexidade;
tratamento complexo;
internação em leito de alta tecnologia.
O exemplo não representa uma proposta comercial.
Não é essa sua finalidade.
O agravo é relacionado à doença ou lesão preexistente declarada e às condições definidas na proposta.
Outros atendimentos seguem as regras normais do plano, como:
segmentação;
rede;
O documento deve identificar claramente a condição à qual o adicional está vinculado.
Não.
Ele pode afastar a limitação da CPT para a condição declarada, mas a cirurgia ainda precisa:
estar coberta pela segmentação;
possuir indicação médica;
cumprir as carências;
atender ao Rol da ANS;
cumprir eventual Diretriz de Utilização;
ser autorizada;
Pode permitir a cobertura relacionada à doença declarada depois das carências, mas não substitui as demais regras do produto.
É necessário verificar:
cobertura hospitalar;
indicação médica;
disponibilidade;
procedimento relacionado.
Pode, dependendo do tamanho do grupo e das condições de inclusão.
Nos planos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários, não pode haver CPT nem agravo para quem solicitar ingresso em até 30 dias da celebração do contrato coletivo ou da vinculação ao empregador.
Fora dessas condições, podem existir:
CPT;
proposta de agravo.
Quantidade de beneficiários
Data de ingresso na empresa
Data da solicitação de inclusão
Existência de Declaração de Saúde
Agravo
Pode.
Planos contratados pelo MEI são coletivos empresariais, mas normalmente possuem grupos menores.
Por isso, podem existir Declaração de Saúde, CPT e proposta de agravo, conforme o produto e a operadora.
A condição de MEI não garante isenção automática.
Sim.
A análise é individual, de acordo com a doença ou lesão declarada por cada beneficiário.
Em um contrato familiar ou empresarial, pode ocorrer:
titular sem agravo;
cônjuge com agravo;
dependente com CPT;
outro dependente com cobertura total.
A proposta deve informar qual pessoa e qual condição estão vinculadas ao adicional.
Sim.
Como o agravo depende de negociação, o consumidor pode não aceitar a proposta.
Nesse caso, poderá avaliar:
contratação com CPT;
outra operadora;
outro produto;
outra modalidade de contratação;
cobertura total oferecida por outro plano;
manutenção do plano atual.
Não assine a proposta antes de compreender as consequências da escolha.
A alteração depende da fase da contratação e da concordância da operadora.
Antes de assinar, normalmente é possível avaliar as opções apresentadas.
Depois da vigência, qualquer mudança deve ser formalizada.
Solicite por escrito:
O adicional não deve ser tratado como um serviço independente sem relação com as condições de cobertura negociadas.
Cancelar apenas o agravo pode alterar as condições aplicáveis à doença preexistente.
Por isso, qualquer mudança precisa ser formalizada com a operadora.
Não interrompa o pagamento por conta própria.
Isso pode gerar cobrança em atraso ou discussão contratual.
A portabilidade de carências possui regras próprias.
Quando os requisitos são atendidos, o beneficiário pode trocar de plano sem cumprir novas carências para as coberturas compatíveis.
A situação de CPT ou agravo já cumprido deve ser verificada com base na portabilidade, no plano de origem e no produto de destino.
Antes de cancelar o plano atual:
verifique a elegibilidade;
consulte a compatibilidade;
confirme as condições do destino;
aguarde a aceitação;
guarde toda a documentação.
A proposta deve deixar claras as condições negociadas.
Confira se aparecem:
Nome do beneficiário
Valor da mensalidade-base
Valor adicional do agravo
Valor total
Data de início
Prazo de cobrança
Data de término
Coberturas garantidas
Carências aplicáveis
Forma de reajuste
Condições de encerramento
Não aceite documentos com campos em branco ou descrições genéricas.
O agravo não garante uso imediato antes do cumprimento das carências.
Solicite:
Caso o problema não seja resolvido, utilize os canais oficiais da Agência e informe o protocolo da operadora.
Solicite a justificativa por escrito.
Verifique se a negativa está relacionada a:
segmentação;
procedimento fora da cobertura;
Diretriz de Utilização;
falta de autorização;
prestador fora da rede;
documentação incompleta;
divergência sobre a doença declarada.
Proposta de agravo
Contrato
Pedido médico
Relatório
Negativa
Protocolos
Comprovantes de pagamento
Depois:
solicite reanálise;
procure a ouvidoria;
registre reclamação na ANS;
procure orientação especializada em situações urgentes.
Confundir agravo com carência
Acreditar que o adicional cobre qualquer procedimento
Aceitar valor sem prazo definido
Não conferir a condição declarada
Assinar documentos em branco
Não comparar com a CPT
Ignorar os reajustes
Não guardar a proposta
Parar de pagar o adicional por conta própria
A condição declarada está correta?
O agravo está vinculado somente a essa condição?
Qual é o valor da mensalidade sem agravo?
Qual é o valor adicional?
Quanto pagarei no total?
Por quantos meses?
O valor será reajustado?
Qual é a data de término?
Quais carências permanecem?
Quais procedimentos terão cobertura?
A rede atende às minhas necessidades?
A CPT seria mais adequada?
Recebi uma cópia da proposta?
Organizamos um glossário prático e direto com os principais termos que você encontrará antes, durante e depois da contratação do seu convênio, separados em grupos para facilitar a sua leitura e consulta.

Confira todos os Guias de Contratação para Planos de Saúde e tenha informações suficientes para contratar seu plano!

Define a área geográfica onde o plano oferece cobertura de atendimento (podendo ser municipal, estadual, nacional ou grupo de municípios).

Refere-se ao tipo de quarto disponível em caso de internação hospitalar, que pode ser enfermaria (leito coletivo) ou apartamento (quarto individual).

Acréscimo financeiro opcional no valor da mensalidade para que o beneficiário tenha cobertura imediata para procedimentos relacionados a uma doença preexistente.

Processo de validação prévia exigido pelas operadoras para liberar a realização de cirurgias, internações e exames de alta complexidade.

Conjunto de regras, prazos e direitos que orientam o encerramento do contrato do plano de saúde, seja a pedido do cliente ou por inadimplência.

Período estipulado em contrato que o cliente deve aguardar após a contratação para começar a utilizar determinados serviços (como 180 dias para exames complexos).

Regras de cobertura para intervenções cirúrgicas, englobando procedimentos eletivos (agendados), de urgência e emergência.

Restrição de no máximo 24 meses aplicada exclusivamente a cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade ligados a uma doença preexistente.

Formato de contrato em que a mensalidade é menor, mas o cliente paga uma pequena taxa extra a cada consulta, exame ou procedimento que realiza.

Entenda como funcionam as consultas pelo plano de saúde, quais são cobertas, prazos da ANS, rede credenciada, coparticipação e reembolso.

Questionário obrigatório preenchido no ato da contratação para informar à operadora sobre a existência de doenças ou lesões prévias ao contrato.


Lista de documentos pessoais e comprovantes exigidos pela operadora e pela corretora para efetivar a contratação ou alteração do plano.

Condições clínicas, patologias ou lesões das quais o consumidor já saiba ser portador no momento do preenchimento da Declaração de Saúde.

Saiba para que serve a declaração de permanência do plano de saúde, como solicitar à operadora e quando ela é usada na portabilidade de carências.

Entenda o que são as Diretrizes de Utilização da ANS, como funcionam as DUTs, quando um procedimento tem critérios de cobertura e o que fazer em caso de negativa.

Entenda como funciona o contrato de plano de saúde e o que conferir sobre cobertura, carência, reajuste, coparticipação, vigência e cancelamento.

Saiba quando o plano de saúde pode pedir comprovante de residência, quais documentos podem ser solicitados e o que fazer se ele não estiver no seu nome.

Valor fixo estipulado em contrato (mais comum em seguros-saúde) que o cliente deve pagar por sua conta antes que a seguradora assuma as demais despesas médicas.

Normas, carências e abrangência da cobertura para o período em que o paciente precisa ficar internado em ambiente hospitalar ou UTI.

Diretrizes estabelecidas pela ANS sobre quais medicações o plano é obrigado a fornecer (como drogas quimioterápicas, medicações durante internação, etc.).

Segmento do plano focado na saúde reprodutiva, cobrindo o acompanhamento pré-natal, o parto e o atendimento do recém-nascido nos primeiros dias.

Direito garantido por lei que permite ao cliente mudar de plano ou operadora levando consigo os prazos de carência que já foram cumpridos.

Aumentos previstos no contrato da mensalidade, que ocorrem anualmente (pelos índices da ANS ou da operadora) ou quando o cliente muda de faixa etária.

Benefício que permite ao titular ser restituído por despesas médicas realizadas fora da rede credenciada do plano, respeitando os limites do contrato.

Lista oficial da Agência Nacional de Saúde Suplementar que define todos os exames, consultas, cirurgias e tratamentos que os planos são obrigados a cobrir.

Cobertura para acompanhamentos contínuos essenciais à saúde e reabilitação, englobando sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, entre outras.

Entenda como funcionam os exames pelo plano de saúde, quais são cobertos, autorização, carência, prazos da ANS, laboratórios e o que fazer em caso de negativa.

Saiba quando é possível pedir a reativação do plano de saúde após cancelamento, inadimplência ou suspensão e entenda como solicitar à operadora.

Entenda como funciona a mensalidade do plano de saúde, o que define o preço, reajustes, faixa etária, atraso no pagamento e como economizar.

Entenda como funciona a entrevista de saúde do plano de saúde, o que pode ser perguntado, relação com a Declaração de Saúde, doenças preexistentes e CPT.

Recebeu uma carta de não ingresso no plano de saúde? Entenda o que significa, possíveis motivos, o que conferir e quais providências tomar.

á teve um plano de saúde e quer voltar para a mesma operadora? Saiba quando pode contratar novamente, o que é repique e como ficam carências e condições do novo plano.

Entenda o que é a vigência do plano de saúde, quando o contrato começa a valer e qual a diferença entre vigência, carência e início da cobertura.

Saiba se o plano de saúde cobre vacinas, quando pode haver cobertura em clínicas particulares, como consultar o contrato e quais opções existem pelo SUS.
É um acréscimo temporário na mensalidade oferecido como alternativa à CPT.
Com ele, o beneficiário pode ter cobertura para a doença preexistente declarada depois de cumprir as carências.
Não. As carências contratuais continuam aplicáveis.
Não. No agravo há cobrança adicional com cobertura após as carências.
Na CPT, determinados procedimentos relacionados à doença declarada podem ficar suspensos por até 24 meses.
O prazo deve ser definido na proposta negociada com a operadora.


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