Plano de saúde não autorizou o exame: o que fazer?
Plano de saúde não autorizou o exame? Veja o que fazer, como pedir a negativa formal, conferir o prazo da ANS, reclamar na operadora e registrar NIP.

Se o plano de saúde não autorizou um exame, o primeiro passo é descobrir se houve uma negativa definitiva ou se a solicitação está apenas pendente de análise ou documentação.
Peça imediatamente:
número do protocolo;
motivo da não autorização;
informação sobre eventual documento pendente;
resposta formal da operadora;
prazo informado para solução.
Se a operadora efetivamente negar a autorização do procedimento, ela deve fornecer uma resposta clara ao beneficiário. As regras atuais da ANS reforçam transparência, rastreabilidade e entrega da negativa de autorização ao consumidor.
Se o problema não for resolvido diretamente, o caminho normalmente é:
operadora → SAC → ouvidoria → reclamação na ANS.
Seu exame não foi autorizado?
Confira o prazo máximo de atendimento da ANS, veja como funciona a autorização de procedimentos e guarde todos os protocolos antes de reclamar.
Primeiro: o exame foi negado ou ainda está em análise?
Essa diferença é fundamental.
Existem pelo menos três situações diferentes:
1. Exame em análise
A operadora ainda está avaliando o pedido.
Pode aparecer no aplicativo da operadora ou no portal do beneficiário como:
em análise;
em auditoria;
em processamento;
aguardando autorização.
2. Exame com pendência
A operadora está esperando alguma informação.
Pode faltar:
pedido médico;
laudo;
relatório;
resultado de exame anterior;
justificativa clínica;
código correto do procedimento.
3. Exame negado
A operadora concluiu a análise e informou que não autorizará o procedimento.
Nesse caso, peça a negativa formal e descubra exatamente o motivo.
O plano é obrigado a explicar por que não autorizou?
Sim.
As regras da RN nº 623/2024 determinam padrões de clareza, transparência e rastreabilidade para solicitações feitas pelos beneficiários.
Nos casos de negativa de autorização de procedimento ou serviço assistencial, a resposta deve ser formalizada ao consumidor.
Não aceite apenas respostas como:
“não autorizado”
ou
“fora da regra.”
Pergunte:
“Qual é exatamente o fundamento da negativa?”
O que pode causar a negativa de um exame?
A negativa pode estar relacionada a vários motivos.
Entre os mais comuns:
cobertura do contrato;
falta de documentação;
pedido médico incompleto;
divergência de código;
procedimento fora da segmentação contratada.
Cada motivo exige uma resposta diferente.
O plano pode não autorizar porque faltou laudo?
Pode haver uma pendência quando informações clínicas necessárias não foram apresentadas.
Isso é comum principalmente em exames de maior complexidade, como:
PET-CT;
exames genéticos;
procedimentos sujeitos a Diretrizes de Utilização.
Se a operadora disser apenas “faltou laudo”, pergunte exatamente:
qual documento é necessário;
quem deve emitir;
quais informações precisam aparecer;
como deve ser enviado.
O pedido médico não é suficiente?
Nem sempre.
O pedido pode informar apenas:
“Ressonância de coluna lombar.”
Já um relatório pode explicar:
sintomas;
tempo de evolução;
suspeita diagnóstica;
tratamento realizado;
resultados anteriores;
motivo do exame.
Dependendo do procedimento, essas informações podem ser importantes para a autorização.
O plano pode negar porque o exame não está no Rol da ANS?
O Rol da ANS é uma referência central da cobertura assistencial mínima dos planos regulamentados.
Mas uma negativa precisa ser analisada com cuidado.
A cobertura também pode depender:
da segmentação contratada;
das características do procedimento;
das regras legais aplicáveis ao caso.
Portanto, a frase “não está no Rol” não deve ser analisada isoladamente.
O que é uma DUT?
A Diretriz de Utilização, ou DUT, estabelece condições específicas para a cobertura obrigatória de determinados procedimentos.
Em alguns casos, o paciente precisa preencher determinados critérios clínicos.
Pode ser necessário comprovar isso por meio de:
relatório;
exames anteriores;
diagnóstico;
histórico;
indicação do especialista.
E se eu preencher os critérios da DUT?
Peça ao médico que deixe isso claro no relatório.
O documento pode apontar objetivamente quais elementos clínicos justificam o exame.
Depois, envie novamente para a operadora e guarde:
protocolo;
data;
comprovante de envio.
O plano pode negar por carência?
Pode, dependendo do contrato e da situação.
A carência é o período que pode existir entre a contratação e o momento em que determinadas coberturas passam a poder ser utilizadas.
Para planos regulamentados, a ANS mantém regras específicas sobre os prazos máximos de carência.
Antes de questionar a negativa, confira:
data de início da vigência;
modalidade do contrato;
carência prevista;
procedimento solicitado.
E se eu fiz portabilidade?
Se houve portabilidade, é importante verificar quais carências foram aproveitadas.
Use também a ferramenta Posso fazer portabilidade? quando estiver avaliando uma futura troca.
Doença preexistente pode gerar negativa?
Uma doença preexistente pode envolver regras específicas, principalmente quando houve Cobertura Parcial Temporária.
Isso pode afetar temporariamente determinados:
procedimentos de alta complexidade;
cirurgias;
leitos de alta tecnologia;
quando relacionados à doença ou lesão preexistente declarada.
Por isso, descubra se a negativa está relacionada a CPT ou a outro motivo.
Quanto tempo o plano pode levar para liberar o exame?
A ANS estabelece prazos máximos para garantir o atendimento. Entre os principais:
Esses prazos se referem à garantia do atendimento, desde que a cobertura e as demais condições aplicáveis estejam presentes. Use nossa ferramenta de prazo máximo de atendimento ANS para identificar a categoria do procedimento.
O prazo é só para a autorização?
Não.
Essa diferença é importante.
Os prazos máximos da ANS estão relacionados à garantia de acesso ao atendimento, e não apenas ao processamento interno da autorização.
Não adianta a operadora dizer:
“já autorizamos”
se o beneficiário continua sem conseguir realizar o exame dentro do prazo aplicável.
Exame de sangue tem qual prazo?
Para exames laboratoriais de análises clínicas em regime ambulatorial, a referência da ANS é de até 3 dias úteis para garantia do atendimento.
Isso pode incluir vários exames comuns de laboratório.
E ressonância?
A ressonância magnética pode ter enquadramento diferente conforme o procedimento.
A ANS prevê até:
10 dias úteis para outros serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial;
21 dias úteis para procedimentos de alta complexidade.
Por isso, é necessário verificar a classificação específica do exame.
E tomografia?
A mesma lógica vale para tomografia.
O procedimento pode ser enquadrado conforme suas características e complexidade.
Use a ferramenta de prazo máximo de atendimento para consultar a situação.
E ultrassom?
O ultrassom pode ter fluxo mais simples, mas a necessidade de autorização depende da operadora e do produto.
Se houver demora, registre o protocolo desde o primeiro contato.
E mamografia?
A mamografia pode ser agendada diretamente em alguns produtos e exigir autorização em outros.
O importante é diferenciar:
cobertura;
autorização;
agendamento;
prazo máximo de atendimento.
São etapas diferentes.
O laboratório disse que o plano não autorizou. O que fazer?
Não fique apenas com a informação do laboratório.
Entre diretamente em contato com a operadora.
Pergunte:
o pedido foi recebido?
qual a data?
qual é o protocolo?
existe pendência?
houve negativa?
qual é o motivo?
quando haverá uma resposta?
Depois compare a informação com o que foi informado pelo prestador.
E se o plano disser que o laboratório enviou errado?
Peça que informe especificamente o problema.
Pode ser:
código incorreto;
pedido incompleto;
documento ilegível;
falta de relatório;
falta de informação clínica.
Depois retorne ao laboratório ou clínica com a orientação.
Evite ficar apenas transportando mensagens vagas entre uma parte e outra.
O médico pode corrigir o pedido?
Sim.
Se houver erro ou ausência de informação, o médico pode emitir um novo pedido ou relatório.
Confira se constam:
nome do procedimento;
região do corpo, quando aplicável;
indicação clínica;
diagnóstico ou hipótese;
data;
identificação do médico.
O plano pode simplesmente deixar o pedido “em análise”?
Pode existir período de análise, mas a operadora precisa respeitar as regras de atendimento e fornecer informações claras ao consumidor.
A RN nº 623/2024 reforça a obrigação de rastreabilidade, clareza e resolução das solicitações feitas pelo beneficiário.
Se a solicitação permanecer parada, pergunte:
“O que falta para concluir?”
e
“Qual é o prazo aplicável ao meu pedido?”
Seu exame está há dias “em análise”?
Consulte o prazo máximo da ANS, reúna os protocolos com nosso checklist para reclamação na ANS e cobre uma resposta objetiva da operadora.
O plano não tem laboratório disponível. Isso é uma negativa?
Não necessariamente, mas a operadora continua responsável por garantir o acesso ao atendimento dentro das regras aplicáveis.
Quando não existe prestador disponível na rede dentro do prazo, a ANS prevê soluções que podem envolver atendimento em prestador particular autorizado pela operadora.
Portanto, não aceite apenas:
“não temos agenda.”
Entre em contato com a operadora e peça uma solução.
Posso fazer o exame particular se não houver rede?
Não faça o pagamento por conta própria sem antes registrar a situação com a operadora, sempre que for possível aguardar com segurança.
Quando a operadora não consegue garantir o atendimento conforme as regras, a ANS prevê situações em que ela pode precisar indicar atendimento particular e custeá-lo.
Em determinadas hipóteses, se o beneficiário for obrigado a pagar, pode haver direito a reembolso. A ANS informa que, quando a operadora não garante as alternativas previstas, o reembolso integral pode ser devido em até 30 dias após a solicitação.
E se o meu plano já tiver livre escolha?
Nesse caso, o reembolso normalmente segue os limites previstos no próprio contrato.
Não confunda:
reembolso contratual por livre escolha
com
reembolso decorrente de falha da operadora em garantir atendimento.
São situações diferentes.
O que fazer se o exame foi realmente negado?
Siga esta sequência:
1. Peça a negativa formal
Solicite o motivo por escrito ou por meio eletrônico.
2. Pegue o protocolo
Guarde número e data.
3. Compare com o pedido médico
Veja se existe algum problema documental.
4. Confira a cobertura
Consulte o Rol da ANS e as Diretrizes de Utilização.
5. Confira a carência
Veja a situação da carência.
6. Procure o SAC
Registre uma reclamação no SAC da operadora.
7. Procure a ouvidoria
Se necessário, acione a ouvidoria.
8. Registre reclamação na ANS
Se o problema não for resolvido, faça uma reclamação na ANS.
Preciso falar com o SAC antes da ANS?
Na prática, é muito importante primeiro entrar em contato com a operadora e guardar o protocolo.
A ANS orienta o beneficiário a procurar a operadora e, quando ela não apresentar solução dentro das regras, registrar a reclamação nos canais da Agência.
O protocolo ajuda a demonstrar que o problema já foi apresentado ao plano.
Quando devo registrar reclamação na ANS?
Considere registrar a reclamação na ANS quando, por exemplo:
o exame foi negado e você discorda da justificativa;
o prazo está sendo descumprido;
a operadora não apresenta solução;
não existe prestador disponível;
o pedido permanece indefinidamente em análise;
a operadora não explica a negativa.
As reclamações relacionadas a descumprimento de prazos e negativas de cobertura fazem parte do monitoramento de garantia de atendimento da Agência.
O que é NIP?
A NIP da ANS é a Notificação de Intermediação Preliminar.
Ela é utilizada para intermediar conflitos entre beneficiários e operadoras.
Quando uma reclamação assistencial é registrada na ANS, como uma restrição de acesso a exame coberto, a operadora recebe a demanda automaticamente.
Quanto tempo a operadora tem para responder uma NIP de exame?
Em uma NIP assistencial, relacionada a cobertura e acesso a serviços de saúde, a operadora tem até 5 dias úteis para responder ao consumidor.
Ela também possui até 10 dias úteis para apresentar resposta à ANS sobre a reclamação.
Depois, o consumidor é consultado para informar se o problema foi resolvido.
Abrir uma NIP significa que o exame será autorizado?
Não automaticamente.
A NIP é um mecanismo de mediação.
Ela não significa, por si só:
autorização automática;
multa automática;
vitória automática do consumidor.
A operadora terá oportunidade de responder e apresentar as medidas adotadas.
O que colocar na reclamação?
Seja objetivo.
Informe:
nome do exame;
data do pedido;
data do envio para autorização;
protocolo;
motivo da negativa;
documentos apresentados;
prazo já transcorrido;
impacto da demora, quando relevante.
Use o gerador de texto para reclamação para organizar o relato.
Quais documentos guardar?
Separe:
pedido médico;
laudo;
relatório;
resultados anteriores;
protocolo;
negativa;
prints;
e-mails;
comprovantes de envio;
carteirinha.
Essa documentação pode facilitar a contestação.
Use também nosso checklist para reclamação na ANS.
E se o exame for urgente?
A situação muda se houver urgência ou emergência.
A ANS estabelece atendimento imediato para situações enquadradas como urgência e emergência, observadas as regras aplicáveis ao contrato.
Se houver risco relacionado à demora, peça ao médico que registre isso claramente no relatório.
O médico deve escrever “urgente” no pedido?
Se houver urgência clínica verdadeira, o médico deve descrevê-la adequadamente.
Um relatório pode explicar:
quadro;
risco;
necessidade do exame;
consequências da demora.
A simples palavra “urgente” sem contexto pode ser insuficiente para explicar a situação.
O plano pode mandar fazer o exame em outro laboratório?
Pode indicar outro prestador habilitado para garantir o atendimento.
O prazo da ANS não garante necessariamente o atendimento em um laboratório específico escolhido pelo beneficiário.
O plano precisa garantir acesso a um prestador da rede ou adotar as alternativas regulamentares quando a rede não consegue atender.
E se eu só quiser fazer no laboratório que escolhi?
Nesse caso, verifique se o estabelecimento faz parte da rede credenciada.
Você pode consultar páginas específicas como:
Mas a garantia de atendimento não necessariamente assegura o laboratório preferido.
Posso processar o plano por negar exame?
Uma eventual discussão judicial depende das circunstâncias específicas do caso.
Antes disso, é importante reunir:
prescrição médica;
motivo da negativa;
contrato;
protocolos;
documentos clínicos;
reclamações feitas.
Este conteúdo trata principalmente dos caminhos administrativos disponíveis.
Devo trocar de plano depois de uma negativa?
Uma negativa isolada não significa necessariamente que trocar de plano seja a melhor solução.
Primeiro resolva a situação atual.
Depois, se problemas forem recorrentes, você pode avaliar:
ferramenta Quando posso trocar de plano?;
ferramenta Posso fazer portabilidade?.
Evite cancelar o plano antes de entender o impacto sobre o tratamento em andamento.
Passo a passo: o que fazer quando o plano não autoriza o exame?
Use este roteiro:
Passo 1 — Confirme o status
Descubra se é:
análise;
pendência;
negativa.
Passo 2 — Pegue o protocolo
Nunca dependa apenas de uma ligação sem registro.
Passo 3 — Peça o motivo por escrito
Especialmente se houve negativa.
Passo 4 — Confira os documentos
Veja se falta pedido, laudo ou relatório.
Passo 5 — Confira cobertura e DUT
Consulte o Rol da ANS e as Diretrizes de Utilização.
Passo 6 — Confira a carência
Veja se existe alguma questão de carência.
Passo 7 — Confira o prazo
Use o prazo máximo de atendimento ANS.
Passo 8 — Registre no SAC
Procure o SAC.
Passo 9 — Procure a ouvidoria
Use a ouvidoria se não houver solução.
Passo 10 — Reclame na ANS
Registre uma reclamação na ANS e acompanhe eventual NIP.
Resumo: plano não autorizou o exame, o que fazer?
Não trate toda falta de autorização como uma negativa definitiva. Primeiro descubra se existe:
A regra mais importante é: não aceite apenas “não autorizado” sem descobrir exatamente o motivo. A partir do fundamento da negativa, fica muito mais fácil entender qual caminho seguir.
O exame continua sem autorização?
Consulte o prazo máximo de atendimento da ANS, use o checklist para reclamação e, se necessário, gere um texto com nossa ferramenta de reclamação de plano de saúde antes de registrar uma reclamação na ANS.
Perguntas frequentes
1. O que fazer quando o plano de saúde não autoriza um exame?
+
Peça o protocolo e descubra se existe pendência ou negativa definitiva. Se houve negativa, solicite a justificativa formal, confira carência, Rol da ANS e eventuais Diretrizes de Utilização. Se o problema não for resolvido, procure SAC, ouvidoria e ANS.
2. O plano é obrigado a fornecer o motivo da negativa?
+
Sim. As regras atuais da ANS reforçam que negativas de autorização precisam ser formalizadas e que as respostas ao beneficiário devem ser claras, rastreáveis e adequadas.
3. Quanto tempo o plano pode demorar para liberar um exame?
+
Depende do procedimento. A ANS estabelece, entre outros prazos, 3 dias úteis para análises clínicas, 10 dias úteis para outros serviços de diagnóstico e terapia ambulatoriais e 21 dias úteis para procedimentos de alta complexidade.
4. Posso reclamar na ANS se o exame foi negado?
+
Sim. Problemas relacionados a negativa de cobertura ou descumprimento de prazo podem ser registrados nos canais da Agência. Em uma NIP assistencial, a operadora tem até 5 dias úteis para responder ao consumidor.
5. Posso fazer o exame particular e pedir reembolso?
+
Depende da situação. Se houver livre escolha, o reembolso segue o contrato. Quando a operadora falha em garantir o atendimento nas condições previstas pela ANS, podem existir situações de reembolso integral. Sempre registre primeiro o problema e guarde o protocolo quando for possível aguardar com segurança.

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